Promessas, redes sociais e vivências definem voto do brasileiro

Com campanhas marcadas por algoritmos e Inteligência Artificial, especialistas explicam como o ambiente digital pode influenciar a decisão nas urnas.

Autora: Laryssa Bacinelli*
Edição: Prof. Larissa Bezerra

O Brasil entra no ciclo eleitoral de 2026 como uma das maiores potências digitais, com 185 milhões de brasileiros conectados, de acordo com o Digital 2026: Brazil, publicado pelo DataReportal em parceria com We Are Social e Meltwater, o que representa 87% dos habitantes. Esse aumento foi impulsionado pela universalização do telefone celular, que é o meio de acesso para 98,8% da população conectada.

Com o avanço das plataformas digitais, tornou-se mais comum consumir informações por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas de vídeo. Mesmo quando a informação é extremamente importante, como no caso de política e, mais especificamente, eleições. O Digital News Report 2024, do Reuters Institute for the Study of Journalism, mostra que esses ambientes se consolidaram como a principal porta de entrada para o consumo de notícias, especialmente em formatos audiovisuais. O YouTube é utilizado para notícias por 31% dos entrevistados, o WhatsApp por 21% e o TikTok por 13%, que ultrapassou o X (antigo Twitter) pela primeira vez. Cerca de 66% dos entrevistados assistem a vídeos curtos de notícias semanalmente, e 72% do consumo de vídeo jornalístico ocorre em plataformas como YouTube, TikTok e redes sociais, e não nos sites dos veículos.

Daniel Rocha, pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia e Democratização da Comunicação (INCT/ReDem) e Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), comenta que, nos últimos 15 anos, as redes sociais gradualmente têm ganhado um destaque maior para uso com fins políticos e, segundo ele, “as redes sociais terão, cada vez mais, um papel decisivo na hora de você ver os resultados eleitorais”. Ele observa que as discussões nesses ambientes são mais intensas do que nos meios tradicionais. O pesquisador também destaca o surgimento de partidos que concentram sua mobilização no meio digital, o que reforça o protagonismo das plataformas nas campanhas e na disputa pelo voto.

Mas, afinal, qual a influência das redes sociais na decisão do eleitor?

Michely de Sá, farmacêutica, 29 anos, diz que prioriza as propostas e a identificação pessoal com os candidatos na hora de votar. Embora não considere que acompanhe notícias políticas com frequência, admite que boa parte do contato com esse conteúdo ocorre pelo TikTok, por meio de criadores que comentam temas da atualidade. Segundo ela, esses vídeos ajudam a compreender assuntos complexos de forma mais simples, mas também despertaram uma reflexão sobre seus próprios hábitos de consumo de informação. “Preciso me informar mais. Estou usando muito TikTok. Ainda mais hoje em dia, sem ver TV. Antes a gente via [as notícias] sem querer”, relata.

Nadieli Hungaro, 30 anos, psicóloga, afirma que não costuma acompanhar notícias políticas e se considera “bem leiga” no assunto. Na hora de votar, diz que leva em conta propostas, valores, trajetória e identificação pessoal com o candidato, mas reconhece que sua opinião é influenciada pelas redes sociais. “Algumas vezes, elas já me fizeram olhar com outro olhar para alguns assuntos ou até tirar dúvidas”, conta. Ao buscar informações sobre candidatos e eleições, ela admite recorrer principalmente às redes sociais e a conversas com o marido. Por confiar mais na opinião de familiares e amigos do que em outros meios, costuma consultar o companheiro antes mesmo de compartilhar alguma informação.

Lucas de Souza, 32 anos, economista, também diz priorizar os valores e a trajetória política dos candidatos na hora de decidir o voto. Diferentemente das outras entrevistadas, ele acompanha notícias políticas com frequência por meio das redes sociais e de sites jornalísticos, como Folha de S.Paulo, UOL e CartaCapital. Segundo ele, as redes sociais não costumam mudar suas convicções, mas servem para acompanhar temas com os quais já se identifica, como causas sociais, economia e direitos dos trabalhadores. Ele relata que costuma verificar a origem das informações antes de compartilhá-las. Quando o conteúdo é publicado por uma fonte desconhecida, busca confirmação em outros veículos antes de repassá-lo. Embora acompanhe o debate pelas redes sociais, diz confiar mais em emissoras de televisão e revistas de grande circulação. “Até esses meios têm risco de se equivocar ou apresentar a informação de forma tendenciosa; imagina familiares e redes sociais”, comenta.

Redes sociais: a nova arena onde algoritmos e emoções influenciam o voto

Segundo Diego Cunha, estrategista de marketing e especialista em pesquisas, a eleição de 2026 é definida como “a eleição das redes sociais”: “O eleitor tem se informado cada vez mais pelas redes sociais e tem acumulado informação através delas. Isso não significa que o eleitor está adquirindo conhecimento, porque acumular informação e adquirir conhecimento são diferentes.”

Para o marketing político, esse cenário cria um desafio duplo: enquanto a rede social permite campanhas mais democráticas e acessíveis, ela também atua como um “alto-falante 24 horas” que amplifica tanto propostas quanto desinformação, exigindo do eleitor uma nova forma de discernimento em meio ao bombardeio constante de informações.

É o que também pensa Daniel Rocha, para quem as redes sociais exercem dois papéis simultaneamente: fortalece a democracia, mas também potencializa a polarização. Um estudo realizado por ele sobre as eleições de 2022 comprovou que as redes sociais aumentaram o comparecimento eleitoral dos jovens, nivelando a participação desse grupo com a dos adultos. O ambiente digital facilita o acesso ao conhecimento, o engajamento e a circulação veloz de temas políticos. Quanto à publicização da polarização, ele diz que o ambiente online reflete o que já existe no ambiente offline.

Ele acrescenta ainda que cada diferente tipo de rede social se torna um espaço de disputa para diferentes grupos políticos. Esses grupos utilizam linguagens e palavras-chave específicas que acabam por potencializar posturas polarizadas e fortalecer identidades de grupo em detrimento do debate de propostas.

Para Daniel, as bolhas informacionais, criadas por algoritmos que priorizam conteúdos de interesse do usuário, impedem o contato com visões divergentes, o que traz prejuízos diretos à capacidade de decisão e fiscalização do cidadão, pois os indivíduos tendem apenas a reforçar suas próprias visões de mundo. As redes são utilizadas para enfatizar sentimentos positivos em relação ao candidato aliado e negativos em relação ao oponente. Isso acentua a polarização e não permite às pessoas fiscalizarem as ações do seu próprio grupo político.

Muitos eleitores recebem informações em formatos curtos (vídeos de poucos segundos, posts, memes, cortes de entrevistas) e acabam acumulando informações isoladas, mas sem uma compreensão mais profunda sobre política, funcionamento das instituições ou propostas de governo. Para Daniel, o impacto negativo dessa fragmentação de informação, não é uniforme. Enquanto nichos mais especializados, com maior renda e escolaridade, conseguem navegar por outras fontes e realizar pesquisas independentes, o cidadão médio é o mais prejudicado. Pessoas com menor nível de instrução e renda, que priorizam a sobrevivência e o trabalho, possuem menos tempo e ferramentas para checar informações, tornando-se mais suscetíveis aos efeitos nocivos das quebras informacionais.

Com a velocidade da circulação de conteúdos é levantado também questionamentos sobre a qualidade das informações consumidas pelos eleitores. O compartilhamento de conteúdos sem verificação pode contribuir para a disseminação de informações falsas, as chamadas “fake news”, e influenciar a formação da opinião pública. Além disso, é o ambiente hoje com o menor nível regulatório no país. A chegada da Inteligência Artificial também intensificou esse problema, tornando cada vez mais difícil para o eleitor saber diferenciar as notícias verdadeiras e as falsas e tornando alto o volume de informações para as agências de checagem e a justiça eleitoral. Uma pesquisa realizada em 2026 pelo projeto Brief apontou que 54% dos usuários não sabem identificar se um vídeo foi gerado com IA.

Com base nesse cenário de circulação acelerada de informações e fragmentação do debate público, Diego Cunha retoma a análise inicial sobre o comportamento do eleitor nas redes sociais. Para ele, o que antes acontecia nas ruas, como os movimentos de debates, brigas políticas, protestos e manifestações, agora migrou-se para as redes sociais e acrescenta que há um fenômeno de “contra-ativistas digitais”: “Nas nossas análises qualitativas, a gente percebe um eleitor dependente de rede social para se informar, dependente dessa informação para tomar decisão e, infelizmente, propenso a passar para frente informações falsas publicadas nas redes sociais, desde que essa informação prejudique a campanha do meu adversário.”

Na mesma linha, Daniel Rocha diz que a circulação de mentiras tem um impacto real e direto na decisão do voto, especialmente entre a população que não possui o hábito ou o tempo para checar fontes e argumenta que seu compartilhamento é facilitado quando a notícia falsa reforça o ponto de vista do eleitor. Embora o eleitor tenha liberdade para escolher seus candidatos, “a decisão é moldada pelas informações que você coleta”. Essas informações podem vir de livros, amigos, família ou das redes sociais e, quando esse ecossistema é inundado por mentiras, a qualidade da decisão é prejudicada.

Percentual de usuários conectados que utilizam cada plataforma. Fonte: DataReportal – Digital 2026: Brazil (We Are Social e Meltwater). Elaboração: Laryssa Bacinelli.

O que define o voto do eleitor?

Diego Cunha afirma que, apesar do avanço tecnológico, o que ainda define o voto ainda são as emoções humanas. Para ele, nesse ambiente digital saturado, não são apenas as propostas técnicas que geram conexão, mas o sentimento de identificação. Daniel Rocha compartilha dessa perspectiva ao explicar que a cultura política brasileira é historicamente personalista, ou seja, o eleitor se conecta mais com o “rosto” do candidato do que com partidos ou projetos políticos.

Ainda sobre isso, Diego acredita que o eleitor busca no político um “espelho” de si mesmo e de suas necessidades imediatas. Os temas políticos são interpretados a partir de experiências pessoais e emoções do cotidiano, tornando o voto cada vez menos racional e mais baseado em percepções e sentimentos. Para ele, a decisão de voto pode ser compreendida em 3 camadas fundamentais: melhoria de vida, proteção e respeito. Entre elas, a melhoria de vida teria maior peso, especialmente na percepção do eleitor sobre seu cotidiano. Na mesma linha, Daniel Rocha aponta que a economia (especialmente emprego, inflação e preços) continua sendo o tema “clássico” que mais mobiliza as pessoas.

A segunda camada, a da proteção, está relacionada com a busca por uma sensação de segurança que vai além do policiamento, abrangendo o bem-estar e o conforto. Daniel nota que o tema da segurança pública ganhou uma ênfase inédita na última década, tornando-se um dos pilares de mobilização nas redes sociais.

Já a terceira camada, a do respeito, se refere ao sentimento de dignidade contra a humilhação gerada, por exemplo, por escândalos de corrupção ou votações na câmara que beneficiam os políticos. Para ambos os especialistas, o brasileiro é particularmente sensível à corrupção, um fator que “mexe com o eleitor” e costuma gerar votos de punição.

Com o acesso constante à informação e a crescente polarização política, cerca de 80% dos eleitores chegam ao período eleitoral com a opinião já formada. A batalha das campanhas se volta para os 20% restantes e para os chamados “nem-nem cansados”. Esse grupo não se identifica com a polarização entre direita e esquerda e está, segundo Diego, “cansado de tudo”.

Para esses eleitores, o marketing político adota uma estratégia de sobrevivência: o objetivo principal não é conquistá-los, mas “fazer o impossível para não irritá-los”, evitando que o incômodo os leve à abstenção (que costuma rondar os 30%) ou ao voto no concorrente.

O “rosto” da proposta: partidos ou pessoas?

Embora o debate político muitas vezes se concentre em siglas e programas de governo, Daniel Rocha aponta que, no Brasil, a balança da decisão sempre pendeu para o indivíduo. Segundo o pesquisador, o eleitor brasileiro possui uma tendência histórica de votar em pessoas em vez de partidos, com uma única e marcante exceção: o Partido dos Trabalhadores (PT).

Para Daniel, o PT é o único partido capaz de manter uma base social permanentemente mobilizada, funcionando como o eixo que organiza o cenário eleitoral. “O partidarismo no Brasil estrutura as preferências em um sentido muito específico: ou você vota no PT, ou contra ele”, explica. Essa dinâmica faz com que, enquanto as legendas adversárias mudem de nome ou se alteram ao longo das décadas, o partido petista permaneça como a referência constante da disputa.

Ele destaca que mesmo dentro do campo progressista não há uma homogeneidade absoluta. Suas pesquisas identificam três tipos distintos de identificação: os eleitores fiéis à legenda (petistas), os que se alinham ao espectro ideológico (esquerda) e os que se conectam especificamente com a figura do líder (lulistas).

Complementando a transição do debate político das ruas para as telas, o Professor Daniel observa o surgimento de uma nova categoria institucional: os “partidos digitais”. Diferente das legendas tradicionais, que possuem bases físicas consolidadas, essas novas organizações existem formalmente como siglas, mas operam, filiam e mobilizam seus seguidores quase inteiramente no ambiente virtual.

O pesquisador cita como exemplo prático o Partido Missão, oriundo do Movimento Brasil Livre (MBL), que utiliza a internet como seu principal motor de engajamento. Para Daniel, esses grupos são compostos por “especialistas digitais” que dominam o funcionamento dos algoritmos, transformando-os em ferramentas de protagonismo político e mobilização de base. Essa nova realidade reforça a mudança de eixo da política brasileira: se antes o debate de rua e a TV eram os grandes juízes, hoje as redes sociais atuam como o palco de protagonismo absoluto. Enquanto as mídias tradicionais e o contato “corpo a corpo” ainda resistem com menos força, as opiniões e tendências que decidirão os resultados eleitorais circulam agora de forma acentuada e veloz nos ambientes digitais.

Decisão do eleitor nas urnas pode estar mais relacionada aos candidatos e candidatas que aos partidos. Foto: Senado Federal

Sobre a relevância dos projetos políticos, o professor argumenta que as propostas não perderam o valor, mas sofreram uma mutação: elas agora estão “misturadas” às personalidades dos candidatos. O eleitor não consome um plano de governo de forma isolada, ele o absorve através da lente de quem o defende.

Apesar desse personalismo, Daniel nota que a última década trouxe uma clareza ideológica maior para o debate. De um lado, consolidou-se uma proposta de Estado menos intervencionista e economicamente liberal, casada com uma agenda de costumes conservadora e religiosa. Do outro, reafirmou-se a defesa do Estado de bem-estar social e a valorização de pautas identitárias e inclusivas. “As propostas estão se clareando mais, porém continuam profundamente vinculadas às pessoas que as estão apresentando”, conclui o professor.

O “ponto cego” das urnas: O peso do legislativo na governabilidade

Enquanto os holofotes de 2026 se voltam quase exclusivamente para a disputa presidencial, especialistas alertam para um risco silencioso: a negligência na escolha de senadores e deputados. Segundo Daniel, a harmonia entre os poderes não é apenas um conceito teórico, mas a base prática de uma República funcional, onde a descentralização do poder permite que um órgão fiscalize e limite o outro.

A falta de atenção ao votar para o Legislativo pode travar a gestão do país. Quando o eleitor escolhe um representante para o Executivo, mas elege parlamentares sem alinhamento ou compromisso com o diálogo, o resultado é uma paralisia institucional futura. Entretanto, o pesquisador ressalta que o maior perigo não é a divergência de ideias, que é saudável e democrática, mas a polarização que insere o ódio como política. O prejuízo à democracia ocorre quando projetos são barrados não por serem ruins para a população, mas apenas por uma estratégia de oposição baseada no “ódio” ao outro lado. Para Daniel, o debate mais urgente hoje não é entre “esquerda e direita”, mas entre o compromisso com os valores democráticos e o autoritarismo.

Um dos fatores que mais compromete a governabilidade é o desconhecimento técnico do eleitorado. Segundo Daniel Rocha, que participa da elaboração de uma pesquisa sobre o assunto, ainda não publicada, os dados preliminares indicam que os brasileiros possuem um conhecimento muito baixo sobre o Legislativo e o Judiciário. A maioria dos eleitores não sabe o tempo de mandato de senadores ou a quantidade de juízes na Suprema Corte e, embora saibam mais sobre o Executivo, essa visão limitada impede que o cidadão compreenda que o Presidente não governa sozinho.

Esse cenário de desinformação, somado ao foco excessivo na figura do presidente, acaba minando os pilares estruturantes da democracia e dificultando a cobrança de resultados após o período eleitoral. Portanto, para um equilíbrio democrático, é importante não apenas se pensar no Executivo, mas ter também um Legislativo que reflita a diversidade da sociedade de forma responsável e harmoniosa.

O silêncio das urnas: a crise de confiança e o desafio da abstenção

Para além da disputa digital, a democracia brasileira enfrenta um obstáculo persistente: o distanciamento de uma parcela significativa do eleitorado. De acordo com Daniel Rocha, o Brasil apresenta uma estabilidade preocupante nos índices de abstenção. Nas eleições de 2022 atingiu 20,9%, correspondeu a 31 milhões de brasileiros, somando-se a um grupo substantivo de eleitores que optam pelo voto branco ou nulo. Para o pesquisador, esse cenário é um sintoma sério que fragiliza a representação política, gerando um ciclo de frustração onde o cidadão não se sente refletido naqueles que tomam as decisões em seu nome.

A análise de Daniel aponta que a raiz do problema é a baixíssima confiança nas instituições. O brasileiro, tradicionalmente, nutre um descrédito profundo em relação ao Congresso, aos partidos políticos, ao Judiciário e até às urnas. Esse fenômeno cria um paradoxo digital. “O número de pessoas que usam redes sociais para finalidades políticas cresceu, contudo, elas usam, mas não confiam nas informações que são divulgadas”, explica o professor.

Para ele, a abstenção não será revertida com “receitas de bolo”, mas sim pela recuperação da confiança interpessoal e institucional, o que exige respostas eficazes para problemas objetivos da vida cotidiana, como a corrupção, a economia e a segurança pública.

Como estratégia de longo prazo para fortalecer a participação democrática, o professor defende o investimento em educação política. Ele cita iniciativas bem-sucedidas que podem servir de modelo, como o Parlamento Jovem, Programas que permitem a estudantes de ensino médio simular a rotina legislativa, votando leis e compreendendo o papel do parlamento; o orçamento participativo, adotado em experiências como as de Porto Alegre e Rio Grande do Sul, onde a população é convidada a opinar diretamente sobre a aplicação dos gastos públicos; e o incentivo a uma cultura de fiscalização, como é o caso dos Portais da Transparência, para que o cidadão acompanhe de perto a agenda e os votos de seus representantes.

Para o sociólogo, o alto índice de abstenção é um sinal de alerta, especialmente em uma democracia que retomou o direito ao voto há apenas 37 anos. “A educação política poderia ser um eixo que reduzisse a abstenção, fazendo com que a pessoa entenda o voto como um dever cívico fundamental para decidir coisas importantes para todos nós”, conclui Daniel.

*Sou estudante de jornalismo e atualmente atuo na área administrativa. Vejo no jornalismo uma ferramenta para compreender melhor o mundo e ampliar nossa visão para além das próprias experiências, conhecendo diferentes realidades, ouvindo pessoas e, assim, contribuindo para o debate público.

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