Trajetória de Vinícius Guerra impulsiona a formação de centenas de artistas e consolida um espaço dedicado às artes cênicas em Cruzeiro do Oeste-PR.
Autor: Yuri Mendes Del Quiqui*
Edição: Prof. Larissa Bezerra
No centro da cidade de Cruzeiro do Oeste, de apenas 23.831 habitantes, no interior do Paraná, encontra-se o Centro Cultural César de Souza Rego, berço da Companhia de Teatro Eskéte. Quem visita o município, a princípio, encontra ruas pouco movimentadas, característica que se transforma apenas nas noites dos fins de semana, quando a população sai de casa para frequentar as igrejas, lanchonetes e bares locais. A cidade, que tem sua economia baseada principalmente em agricultura e comércio local, não tem características que deixam transparecer, mas é o lar de uma das Companhia de Teatro mais importantes da região.
É no centro cultural que, no final de uma sexta-feira, encontra-se Vinícius Guerra, 33 anos, que é diretor, professor e artista da Companhia de Teatro Eskéte. Vinícius está em turnê com sua outra Companhia de Teatro, Encena, da cidade de Umuarama, no Paraná, apresentando o espetáculo Aquarela, de sua autoria. O cansaço de mais de duas semanas de apresentações se resume em um comentário irônico: “Não, imagina! Estou ótimo!”. Ainda assim, a agitação que o teatro porporciona já faz parte da vida do diretor.

Vinícius caminha pelo palco e acende as luzes do estabelecimento. Para quem está acostumado com a casa cheia, a visão dos assentos todos vazios e do palco sem cenário e artistas é, no mínimo, estranha. Ele se acomoda numa cadeira de frente para os assentos da plateia. A posição parece natural, afinal Vinicíus antes de tudo foi ator, e é assim que a sua jornada começa no mundo artístico.
Não há como contar a história da Companhia sem antes conhecer a história de Vinícius Guerra. Como ele mesmo relata: “a história da Companhia Eskéte e a minha própria história artística se encontram. Elas são a mesma história, na verdade.”

Foi durante o Ensino Fundamental II, entre 2004 e 2008, no Colégio Estadual de Cruzeiro do Oeste, que os professores descobriram nele uma tendência para oratória. “Eu falava bem, sabia declamar poesias”, conta.
Vinícius diz que logo foi chamado para fazer parte de um projeto artístico da escola, o Estadual no Palco, que, segundo ele, era um projeto destinado a conectar os estudantes com os palcos, fazendo até mesmo apresentações. Foi ali que ele descobriu a paixão pela atuação.
Mas viver de teatro ainda não estava em seus planos. No Ensino Médio, passou pela fase de dúvidas, não fazia muita ideia de qual seria a sua futura profissão. Acabou optando por um curso técnico na área de Tecnologia da Informação (TI). Logo começou a estagiar e se distanciou da vida artística.
Podemos chamar de destino ou coincidência, mas a arte nunca deixaria a vida de Vinícius completamente. Pouco tempo depois de sair do Colégio Estadual, por várias vezes foi chamado pelo corpo docente para participar de peças da escola. Conta que nessa época participou de várias apresentações como Ari Areia um Grãozinho Apaixonado (Fátima Ortiz e Enéas Lour); Pluft, o Fantasminha (Maria Clara Machado); Os Saltimbancos (Chico Buarque); O Menino Narigudo (Walcyr Carrasco), entre outras.
É possível perceber a forte influência dessas obras no estilo de Vinícius. A marca registrada do diretor é a conscientização sobre temas sensíveis, como violência e abuso infantil sob o verniz de peças voltadas para o público infantojuvenil. Apesar do tom mais acessível utilizado pelo diretor, as peças têm um forte impacto nos espectadores, como relata Priscila de Bem Bertacchini, professora da rede estadual. “Fiquei surpresa com a maturidade da peça. A princípio, fiquei pensando ser sobre dinheiro, loteria, mas não, foi sobre vício em drogas. O final me surpreendeu muito, foi bem sutil, bem simples, e eu gostei muito”. A professora se refere ao espetáculo “Nós”, de autoria de Vinícius, que teve sua reestreia no em abril deste ano.
Durante seu tempo como estagiário de TI, foi atraído por um edital para ministrar oficinas de teatro na Escola Municipal Emiliano Perneta. Ele se inscreveu por considerar o salário melhor, mas aprovado e empossado, descobriu duas novas habilidades, a de professor e diretor. “Até então, eu era o dirigido, o aluno, o ator, não era o responsável. A partir de então, precisei ser”.
Paralelamente, Vinícius começou a trabalhar em acampamentos e retiros da Igreja Católica, atuando nos teatros. Realizava esse trabalho para a Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Cruzeiro do Oeste e também para outras paróquias da região. Nessas ocasiões, Vinícius passou a receber elogios pelos seus talentos, e foi daí que nasceu a vontade de se profissionalizar. “Se eles estão falando que eu sou bom, por que não viver disso? Por que não ser essa a minha profissão?”, comenta.
A profissionalização veio através da faculdade de pedagogia e de cursos livres de teatro e, posteriormente, do registro profissional através do DRT de ator e diretor.
O início da Companhia
O Grupo de Teatro Eskéte, predecessor da Companhia, tem sua gênese no ano de 2015. Vinícius foi convidado para trabalhar na Escola Vicentina Nossa Senhora de Fátima, de Cruzeiro do Oeste, como bibliotecário e também com a promessa de ministrar aulas de teatro.
Vinícius encontrou uma biblioteca esquecida e pouco frequentada pelos alunos da instituição. Ali deu início a um projeto de reavivar a biblioteca. Começou a atrair os alunos para a literatura, principalmente para o teatro literário, até que, por fim, foi chamado para ministrar as prometidas aulas de teatro no contraturno da instituição.
Então, como professor e diretor, Vinícius decidiu montar o próprio grupo de teatro, incorporado à escola. Ele relata que o nome Eskéte surgiu de maneira clara, pois sempre gostou do termo esquete, que se refere à cenas e peças de curta duração – não tão pequenas quanto uma cena e nem tão grandes como um espetáculo. Quando questionado sobre o uso do “K”, diz que foi a forma que encontrou para dar destaque ao nome.
A primeira peça adaptada pelo grupo foi Alice no País das Maravilhas, seguida de O Mágico de Oz. Vale ressaltar a importância da palavra “adaptar”, já que o professor não tinha à sua disposição todos os recursos necessários para fazer uma reprodução fiel das obras, mas isso não impediu o sucesso das apresentações, que garantiram ao grupo convites para apresentar as peças nos palcos do município.
De grupo escolar para grupo municipal
Após as primeiras apresentações, o grupo iria sofrer uma das primeiras adversidades. As freiras que gerenciavam a instituição iriam embora, a escola seria reestruturada e se tornaria a Faculdade de Cruzeiro do Oeste (FACO). O destino do grupo era incerto.
A incerteza logo seria sanada por um convite feito pelo ex-prefeito Valter Pereira da Rocha, chefe do executivo de 2011 à 2016 e um dos donos da rede de laticínios Latco. Valtinho, como é alcunhado pelos munícipes, propôs para Vinícius que o grupo de teatro se tornasse municipal, convite que aceitou de pronto.
O ex-prefeito revelou que, quando mais novo, era um entusiasta do teatro. “Eu gostava de atuar”, comenta, “mas não me tornei nenhum Tony Ramos, preferi vender queijo”, brinca. Valtinho abraçou o grupo de teatro. “Eu gostava de assistir aos ensaios e estava sempre presente nas apresentações das peças”.
Em 2016, a Escola de Teatro Eskéte abriria suas portas, tendo como base o Centro Cultural Cesar de Souza Rego. Inicialmente, o professor contava com dois grupos de alunos, logo esse número subiria para cinco. Por isso, o Eskéte deixou de ser um grupo e em 2017 se tornou uma companhia de teatro. Vinícius estima que entre 150 a 200 alunos passaram pelo palco da casa.

As primeiras peças apresentadas pela Eskéte foram adaptações de outras peças: A Bruxinha que era boa (Maria Clara Machado), apresentada em agosto 2016; O Sonho de Sofia (Ana Petri Valério e Vinícius Guerra), apresentada em outubro 2016; Pela Estrada a Fora (José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta), apresentada em março 2017; O Mistério de Dona Flor (O Rapto das Cebolinhas – Maria Clara Machado), apresentada em agosto 2017, e Vossa Majestade (Paulo Sacaldassy), apresentada em novembro 2017.
O destaque aqui vai para a peça “Pela Estrada a Fora”, que marcou a história da Companhia por ser a primeira peça apresentada em um festival de teatro. O primeiro Festival de Teatro Infantil de Cascavel, FESTIN, ocorreu em 2017, e nele a Companhia Eskéte não só marcou presença, como também conquistou seus primeiros prêmios. Levaram para casa os prêmios de melhor cenografia, melhor ator e melhor atriz.
O diretor recorda de outra grande marca na Companhia, a primeira peça autoral, Aquarela, de 2018. Vinícius recorda que quando adaptava as peças de outros autores sempre gostava de colocar um pouco de si, traço que o acompanha desde as primeiras peças adaptadas enquanto professor na Escola Vicentina. Entretanto, cada vez mais trazia traços pessoais para as adaptações. “Comecei a mudar tanto as histórias dos outros que concluí que eu poderia criar minhas próprias histórias”, conta. Foi nesse momento que surgiu Aquarela.

A peça, que aborda o tema de abuso infantil, foi um grande acerto. Ganhou diversos prêmios, dentre eles: melhor caracterização no Festival de Teatro de Pinhais e de Ibiporã em 2018; Melhor figurino no Festival de Teatro de Pontal do Paraná e Paranaguá, em 2019, e melhor espetáculo no Festival de Teatro de Cruzeiro do Oeste em 2023.
A história de sucesso da Companhia não pararia por aí. Até o momento, já apresentaram 22 espetáculos diferentes, participaram de mais de 20 festivais em cidades como Curitiba, Pinhais, Paranaguá, Pontal do Paraná e Maringá e conquistaram mais de 30 prêmios, sem contar as muitas indicações.
O sucesso da Companhia não veio sem esforço, e sim como confirmação para Vinícius de que, apesar das críticas, ele estava no caminho certo. O diretor diz que desde o começo sofreu com adversidades. Não contou com apoio dos pais, que não viam futuro na profissão e foi alvo de julgamentos e apontamentos de muita gente. A principal crítica que sofria era quanto à identidade de suas peças. Vinícius moldou o teatro à sua maneira, trouxe elementos mais lúdicos e tem como marca registrada de seus espetáculos as paródias de músicas populares. “No meu primeiro espetáculo, eu arrisquei. Eu trouxe funk, eu trouxe sertanejo”.
Quanto ao motivo de utilizar as paródias, ele justifica: “A música, para mim, ajuda a contar a história”. O diretor revela que, muitas vezes, quando está escrevendo uma peça e chega numa rua sem saída, um labirinto. “A música vem para isso. Se não dá para contar, eu vou cantar”.
Para o diretor, a música também tem outra função, a de chamar a atenção. Vinícius se considera eclético, ouve de tudo um pouco e por isso gosta de brincar com os gêneros musicais. Acredita que trazer a diversidade para dentro das peças é um modo de cativar a todos os espectadores, antes os pais apenas traziam as crianças para ver a peça, hoje eles vêm para assistir. O diretor recorda um momento marcante em uma de suas peças. O pai que estava acompanhando a criança também saiu do celular após reconhecer a música e acabou gostando da peça.
Para uma sociedade que vive cronicamente online e com um nível de atenção cada vez menor, usar artifícios como esses é uma das formas de prender a atenção do público. “Hoje existem várias trends. Ao invés de descartar, eu me aproveito disso. Se as pessoas estão vendo isso é porque eles gostam, certo?”, questiona.
Mas Vinícius faz questão de mencionar que, apesar de utilizar esses artifícios, não é apenas para entretenimento. “Não é só um teatrinho para as crianças se aquietarem. Eu acredito no teatro com propósito, com mensagem”, e complementa: “Se você sair do teatro, do meu espetáculo, do mesmo jeito que você entrou aqui, me fale, porque eu vou ter que voltar atrás”.
A Companhia Eskéte nos dias de hoje
Desde 2018, a Companhia se tornou Pessoa Jurídica, abrindo seu próprio CNPJ. Vinícius explica que essa transição foi um movimento necessário que teve como objetivo conquistar maior autonomia, permitindo à Companhia explorar novas possibilidades de fomento e ampliar sua atuação. Isso não quer dizer, que o passado ficou para trás. “Sou grato. Não esqueço de onde viemos. Nós somos, sim, fruto de uma administração, fizemos parte da administração municipal, tivemos apoio por muito tempo”. A Companhia ainda presta serviços para o município do mesmo jeito que ainda recebe ajuda. Um ainda precisa do outro, mas agora são entidades separadas.
A Secretária da Educação e Cultura do Município, Jaquelina Pacheco, comenta que a gestão atual enfrenta dificuldades para conseguir recursos para a área de cultura, pois alguns documentos e instrumentos necessários para a gestão cultural do município ainda se encontram em fase de elaboração e adequação às exigências legais. Porém, reforça que para contornar a situação a administração municipal tem buscado fortalecer e ampliar as ações culturais por meio da adesão à Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, que possibilita o acesso a recursos destinados ao desenvolvimento de projetos culturais, incluindo iniciativas voltadas ao teatro.
Para Jaquelina, a Companhia é de extrema importância para a cidade. “O teatro é uma ferramenta valiosa de aprendizagem e a Comapanhia Eskéte fortalece os vínculos comunitários, valoriza os talentos locais e contribui para a formação integral dos cidadãos”. Com isso, reforça o compromisso da administração atual na continuidade de apoio.
Vinícius enxerga que a decisão de se tornarem independentes foi algo positivo. A Companhia agora tem maior liberdade criativa, e passaram também a ser itinerantes, levando seus espetáculos para outros palcos, e o melhor, recebendo por isso. Vinícius recorda que umas das frases que mais escutou durante sua jornada era: “Você faz teatro, que legal, mas você trabalha também?”. Atualmente o diretor é grato por poder vender seus espetáculos para outros municípios e entidades privadas, pois assim consegue remunerar os seus artistas.
O engenheiro Hebert Nascimento, 29 anos, conta que estar na Companhia foi a oportunidade de enxergar a atuação como algo além de um hobby, como uma profissão de fato. “Fui assistir a uma peça deles e me encantei. Procurei o diretor, fiz a minha inscrição e até hoje estou no Eskéte”.
Nos últimos anos, a quantidade de integrantes foi diminuindo. Os motivos são diversos: muitos decidiram seguir carreira em outras áreas, outros entraram para a faculdade, e outros simplesmente se mudaram da cidade, mas o diretor se orgulha em dizer que ninguém saiu da Companhia por causa de brigas ou contendas. Vinícius diz que a formação em pedagogia o ajudou muito na construção de sua relação com seus artistas e que, para muitos deles, a Companhia se tornou um local seguro, onde podem dividir sem medos os problemas da vida. O consenso entre os integrantes da Companhia é que ela é uma grande família.
“Nós nos divertimos muito, conversamos muito, sofremos juntos e crescemos juntos. O Eskéte é família, é um pedacinho de mim”, relata Maria Karol Lima Zelazowski, 26 anos, integrante do grupo. A atriz conta que desde pequena teve contato com o teatro, participou de oficinas em sua escola e também se tornou integrante do teatro da igreja. Em 2018, entrou para as oficinas de teatro ministradas por Vinícius e em 2019 foi chamada para ser oficialmente atriz da Companhia.
Atualmente o grupo trabalha com um número reduzido de integrantes, por volta de 15 artistas. Dentre eles, alguns são originalmente da Companhia de Teatro Encena. Mesmo sendo de companhias diferentes, a presença do mesmo diretor faz com que, na verdade, os artistas se enxerguem como um grande grupo. Camila Turcato, professora de teatro e integrante da Companhia Encena, e hoje também da Companhia Eskéte, recorda que inicialmente enxergava os dois grupos como rivais. “Mas hoje a gente é um grande grupo, gosto muito de todos, fiz amizade até pra fora do grupo”.
O número reduzido de integrantes também foi uma decisão do diretor. “Hoje eu não tenho mais tanto tempo assim para dar aulas. Preferi primar pela quantidade menor e uma qualidade maior”.
Estreias recentes
Durante o mês de abril deste ano, a Companhia Eskéte se empenhou para a reestreia do espetáculo “Nós”. Foram vários ensaios realizados no período, nas cidades de Cruzeiro do Oeste e de Umuarama.

O espetáculo, que teve sua primeira estreia em 2019, é um grande marco para a Companhia. O diretor conta que a peça nasceu de uma demanda dos próprios artistas. “Minhas obras até o momento eram algo mais mágico, lúdico, e eles me cobravam para fazer algo mais adulto, que falasse com a população mais jovem e mais adulta”.
O tema das drogas estava em alta, então pareceu natural criar uma história de conscientização sobre o assunto. O nome “Nós” vem da própria história, são quatro personagens principais com suas próprias histórias que em certos momentos se cruzam e criam “nós”. O nome, segundo o diretor, também faz analogia com as drogas, que são “nós” nas histórias de muitas pessoas, que interrompem o fluxo da vida.
O espetáculo é dividido em dois atos. No primeiro, somos apresentados aos personagens, suas vidas e a uma sedutora proposta de um bilhete premiado, capaz de realizar o sonho dos personagens. No segundo ato, o destino sombrio de cada personagem é revelado, e é aqui que, pela primeira vez, ouvimos explicitamente sobre drogas. Vinícius conta que na época o texto foi um desafio. “Essa linguagem não era a minha praia, mas decidi me aventurar e acabou dando muito certo”, explica.
Nós cresceu com a Companhia. Após sete anos da estreia, novamente, pelo clamor dos artistas da Companhia, o espetáculo teve sua reestreia. O diretor comenta que mesmo tendo mantido o mesmo texto, a experiência do espetáculo em 2026 é outra. Isso se deve ao fato de que o elenco atual amadureceu, ganhou mais consciência corporal e também mais consciência sobre o tema.
O futuro da Companhia Eskéte
Neste ano, a Companhia completa 11 anos de existência e o seu legado é inegável. Vinícius e o Eskéte abriram muitos caminhos para a cultura em Cruzeiro do Oeste. O diretor comenta sobre a última apresentação de Aquarela, que ocorreu no dia 29 de maio deste ano: “Se hoje conseguimos que 2.500 pessoas assistissem ao espetáculo em silêncio, prestando atenção é porque esse público está sendo cativado desde 2015”. Sobre isso, a atriz Maria Karol comenta que a Companhia e a população da cidade se desenvolveram juntos. “O teatro trouxe cultura para uma população que era carente de cultura, não eram acostumados a sentar e assistir uma peça de teatro, foram se educando e crescendo junto com a gente”.
Em dezembro de 2023, ocorreu o primeiro Festival de Teatro de Cruzeiro do Oeste. A Companhia Eskéte foi responsável por criar e organizar o evento, que contou com a apresentação de diversos artistas e grupos da região e ocorre anualmente até hoje.
Apesar dos trabalhos realizados ali, o diretor tem sonhos maiores. “Isso é outro ponto de identidade da companhia: estamos formando os nossos para voarem também”. Vinícius afirma que ainda tem muita lenha para queimar e que o amor pelo teatro, sua profissão e seus artistas é sua força motriz e enxerga que o futuro da Companhia é lá fora, nos grandes palcos.
O diretor acredita que o teatro é uma ferramenta de mudanças para o mundo e por meio dele é possível mudar opiniões, contextos, realidades e culturas. Seu objetivo é que as pessoas entendam e valorizem essa arte. Vinícius sabe que não pode fazer isso sozinho, mas se orgulha de sua contribuição. Por fim, declara: “Todo mundo tem direito de estar no teatro. Todo mundo merece estar no teatro”.

*Apaixonado por cultura, viagens e videogames, encontrei no jornalismo uma maneira de unir todos os meus interesses. Bacharel em Direito frustrado, em 2024 tomei coragem em iniciar uma nova graduação, em Jornalismo. Até o momento a escolha parece certeira, pois a cada dia que passa me apaixono mais pela profissão e pelo conhecimento.

Parabéns, informações culturais preciosas! Texto perfeito, redigido com maestria!